Palmilha customizada para úlcera neuropática – caso 1

Homem de 48 anos, diabético transplantado, renal. Antecedente de amputação do 4º e 5º podos do pé direito e expressiva deformação do arcabouço esquelético desse pé e evoluindo com ulceração plantar – figura 1 – há uma no e oito meses.

Inicio do uso da palmilha confeccionada em 04/2018 adaptada em sua sandália tipo havaiana – figura 2 – com várias adaptações sequenciais em decorrência das deformidades. Obteve cicatrização completa em 02/2019.

Caso difícil em decorrência das deformidades e com bom resultado final.

Para melhor conhecimento sobre a confecção customizada de palmilhas para feridas do pé neuropático a partir das sandálias estilo havaiana de baixo custo veja os links abaixo:

Palmilhas artesanais para mal perfurante – Módulo 1

Palmilhas artesanais para mal perfurante – Módulo 2

Terapia à vácuo com PICO

A cada momento surgem novos modelos de dispositivos baseados na tecnologia por pressão negativa – vácuo – focados no tratamento das feridas crônicas de difícil cicatrização.
Inicialmente os modelos eram formatados para uso em ambiente hospitalar, exigindo assim a manutenção dos pacientes em regime de internação. Em alguns casos e, na prática, essa tem sido a alternativa possível.
Entretanto, a evolução para a portabilidade dos novos equipamentos permitiriam que quantidade expressiva de pacientes pudesse ser desospitalizada sob acompanhamento em regime ambulatorial e até mesmo domiciliar. Vislumbra-se aí o significativo impacto que poderia ocorrer na redução dos custos desse procedimento.
A eficiência da Terapia por Pressão Negativa no tratamento das feridas já está consistentemente demonstrada por seus efeitos benéficos no processo de cicatrização, pela seguintes razões:

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COVID-19 e úlcera plantar em diabéticos

Uma vez considerada uma pandemia pela Organização Mundial de Saúde, o que o novo coronavirus significará para os milhões de pacientes diabéticos pelo mundo?

Instituições científicas são unânimes em afirmar enfaticamente que os portadores de DM (Diabetes Mellitus) são os mais vulneráveis às complicações da COVID-19. Ou seja, o risco de óbito é maior entre os diabéticos acometidos pela nova doença.

O diabetes foi responsável por aproximadamente 20% das admissões em unidade de terapia intensiva (UTI) de acordo com uma análise recente em Wuhan, China.(1)

Dados mais recentes, desta feita da Itália, revelaram que mais de dois terços das pessoas que morreram por COVID-19 tinham diabetes. “Resta agora determinar se as complicações crônicas do diabetes desempenham um papel nesta associação. Por exemplo, algumas ideias já surgiram em relação ao pé diabético, em parte mediadas pela neuropatia diabética”.

Além disso o Diabetes foi inquestionavelmente um importante fator para a gravidade e a mortalidade de surtos anteriores de viroses evoluindo com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). (3)

O que dizer, então, dos diabéticos que são também portadores de feridas ou úlceras plantares?

Precisamos considerar duas observações que parecem estar se tornando relevantes para que se possam tirar conclusões que respondam a essa pergunta:

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Hidrocoloide

Os hidrocolóides são curativos contendo agentes semipermeáveis de poliuretano em formato de placas gelatinosas com partículas hidro ativas de carboximetilcelulose sódica (NaCMC), pectina e gelatina. 


Fonte da Imagem: https://www.tradeindia.com/fp4015866/Hydrocolloid-Wound-Dressing.html

São normalmente embalados em placas de filme ou espuma de poliuretano, autoadesivas algumas e impermeáveis à água na face oposta à ferida.

De acordo com cada fabricante, a superfície de contato com a ferida pode apresentar variações. 

Estão disponíveis em placas mais finas ou mais espessas em múltiplos formatos com vistas à topografia da ferida.

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