COVID-19 e úlcera plantar em diabéticos

Uma vez considerada uma pandemia pela Organização Mundial de Saúde, o que o novo coronavirus significará para os milhões de pacientes diabéticos pelo mundo?

Instituições científicas são unânimes em afirmar enfaticamente que os portadores de DM (Diabetes Mellitus) são os mais vulneráveis às complicações da COVID-19. Ou seja, o risco de óbito é maior entre os diabéticos acometidos pela nova doença.

O diabetes foi responsável por aproximadamente 20% das admissões em unidade de terapia intensiva (UTI) de acordo com uma análise recente em Wuhan, China.(1)

Dados mais recentes, desta feita da Itália, revelaram que mais de dois terços das pessoas que morreram por COVID-19 tinham diabetes. “Resta agora determinar se as complicações crônicas do diabetes desempenham um papel nesta associação. Por exemplo, algumas ideias já surgiram em relação ao pé diabético, em parte mediadas pela neuropatia diabética”.

Além disso o Diabetes foi inquestionavelmente um importante fator para a gravidade e a mortalidade de surtos anteriores de viroses evoluindo com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). (3)

O que dizer, então, dos diabéticos que são também portadores de feridas ou úlceras plantares?

Precisamos considerar duas observações que parecem estar se tornando relevantes para que se possam tirar conclusões que respondam a essa pergunta:

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Iodosorb creme

Iodosorb creme

Durante muitos anos – eu diria, décadas – são usados produtos à base de Iodo para limpeza, assepsia e antissepsia da pele.
Nos centros cirúrgicos o álcool iodado e o Povidine – nas versões alcoólica e degermante – ainda fazem parte da rotina de preparo das mãos da equipe cirúrgica e do campo operatório em muitos centros cirúrgicos. É um problema quando pacientes informam alergia ao Iodo em serviços que não dispõem de outras alternativas.

Nesse tempo de PANDEMIA que estamos vivendo, o Iodo adquire “estatus” de relevância como antisséptico oral contra a SARS-CoV-2 (Síndrome Respiratória Aguda Severa Coronavirus 2). Por enquanto a possibilidade de bochechos com iodo-povidona para inativação do COVID-2 ainda está na fase “in vitro”. Quem deseja satisfazer à curiosidade pode ler AQUI.
Pois bem, o Iodo para uso tópico vem se impondo como alternativa contra a infecção no tratamento das feridas crônicas. Concentrações apropriadas contornam o velho problema da toxicidade celular dos produtos convencionais baseados em Iodo.

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Hidrocoloide

Os hidrocolóides são curativos contendo agentes semipermeáveis de poliuretano em formato de placas gelatinosas com partículas hidro ativas de carboximetilcelulose sódica (NaCMC), pectina e gelatina. 


Fonte da Imagem: https://www.tradeindia.com/fp4015866/Hydrocolloid-Wound-Dressing.html

São normalmente embalados em placas de filme ou espuma de poliuretano, autoadesivas algumas e impermeáveis à água na face oposta à ferida.

De acordo com cada fabricante, a superfície de contato com a ferida pode apresentar variações. 

Estão disponíveis em placas mais finas ou mais espessas em múltiplos formatos com vistas à topografia da ferida.

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